Sumário

Conecta PNAE · Embrapa Alimentos e Territórios  |  PDHC III  |  Equipe IC/UFAL

A roda começa a girar na primeira entrega.

Proposta de escopo da Meta 3: um laço que fecha entre a produção da família e a demanda da escola, entregue em cinco blocos ao longo de seis meses, cada um entrando em operação real assim que fica pronto.

Objeto
Meta 3 — solução em ATER digital
Prazo
6 meses, entregas incrementais
Piloto
1 território, operação assistida
Versão
v3 · 17/08/2026

Seção 1o compromisso

A proposta em uma página

A Meta 3 não entrega um cadastro para uso posterior. Entrega um laço que fecha: o agente registra a capacidade produtiva da família, a nutricionista enxerga o que o território produz, e a demanda da escola volta ao campo a tempo de virar plantio.

Figura 1 — Sem os passos 6 e 7, o que existe é um cadastro. Com eles, a visita passa a valer a pena para a família.
Entrega
Aplicativo de campo Android offline para o agente de ATER, plataforma web de gestão com módulo da nutricionista, e o cruzamento oferta × demanda devolvido ao campo.
Prazo
Seis meses, em cinco blocos. O aplicativo entra em campo no mês 3 — não no mês 6.
Usuários
Agente de ATER e nutricionista. O produtor é beneficiário assistido; nenhum outro perfil escolar nesta fase.
Validação
Operação assistida em um território, com linha de base medida no início e no fim.
Permanência
Executor é universidade pública federal. Código aberto, registro no INPI e transferência à TI da Embrapa com capacitação — entregável, não promessa.
Fronteira
O sistema orquestra informação e pessoas. Nunca processa pagamento e não opera logística.

Seção 2escopo contratado

Cinco entregas, seis meses

Não há entrega única no fim. Cada bloco vai a campo assim que sai e é corrigido pelo uso real antes de o seguinte ser construído. As cinco entregas correspondem às cinco etapas da Meta 3 na matriz.

Figura 2 — A base de oferta começa a existir no mês 3, enquanto o restante ainda é construído.
E1

Descoberta em campo

As visitas já começaram. Acompanhamos visitas em curso, lemos a caderneta que os agentes usam hoje, recolhemos o que já foi coletado em qualquer formato e ouvimos as nutricionistas do território-piloto.

Entregainstrumento de coleta alinhado e requisitos Decideformato do cardápio · conectividade · letramento digital
E2

Aplicativo de campo e plataforma web

O agente registra a família sem depender de sinal — a georreferência é a da propriedade, não a do ponto de internet — e a elegibilidade é verificada na base federal por integração, sem recadastramento. Em paralelo, a plataforma web entra no ar para a Embrapa e a equipe IC/UFAL acompanharem a coleta e extrair relatórios desde o primeiro dia de campo.

Entregaapp publicado em loja + web multi-tenant Em campomês 3 Pré-requisitocredencial de acesso à base federal
E3

Módulo da nutricionista

Perfil próprio na mesma plataforma, com três funções e nada além: consultar a oferta do território, subir o cardápio e receber o cruzamento. O cardápio entra por planilha-modelo fornecida pelo projeto, com formulário simples como alternativa — não por leitor genérico de qualquer arquivo.

Entregaperfil, consulta e importação por modelo Validacardápio montado a partir da oferta real
E4

O laço fechado

O cruzamento entre demanda escolar e oferta mapeada gera o relatório de lacuna, e esse relatório desce para o aplicativo do agente. É a entrega que converte o projeto de levantamento em benefício direto: o agente chega à propriedade com a informação que o produtor quer.

Entregarelatório de lacuna, no app e na web Validaa primeira volta completa, com gente real
E5

Código aberto, INPI e transferência

A causa da descontinuidade é contratual antes de técnica: quando o contrato com a empresa privada acaba, o acesso ao código acaba junto. Aqui o executor é universidade pública federal e o ativo pertence ao Estado.

Entregacódigo aberto · registro · transferência com capacitação

Seção 3a dependência

Por que a base de oferta vem antes — e por que ela não é a entrega

O módulo da nutricionista não tem o que mostrar enquanto os agentes não tiverem cadastrado. Essa ordem não é preferência de método: é condição física do laço. Dizê-la em voz alta é o que impede um compromisso que não se pode cumprir.

A base não é o produto — é o que torna o produto possível. O que se entrega é a roda girando; a base de oferta é a peça sem a qual ela não gira. Hoje ela não existe: não há registro da agricultura familiar do território com volume, janela de safra e georreferência.

Por isso a roda gira dentro da Fase 1 — no território-piloto, com agentes e nutricionistas reais — e não nos trinta territórios simultaneamente. O que se promete em seis meses é o laço operando e validado em uso, com a linha de base medida desde o primeiro dia para que o impacto seja demonstrável no ciclo seguinte.

A base já nasce desenhada para o que vem depois. São decisões de estrutura que custam quase nada agora e custariam migração de base inteira se ficassem para depois:

  • Aptidão em formato flexívelA norma aceita mais de um documento comprobatório, e o Grupo Gestor pode alterar a regra. Um campo rígido exclui produtor e fecha porta futura.
  • Produção atribuída por pessoaA titularidade concentrada no homem invisibiliza a produção da mulher — e o financiador cobra indicador de gênero desagregado, com base legal vigente.
  • Identidade portávelÉ o que torna possível a migração do agente para o próprio produtor, levantada pela coordenação com a motivação de fixar o jovem no campo.
  • Situação documental na visitaUm campo no formulário destrava depois a frente inteira de regularização sanitária — a barreira que mais bloqueia a venda de origem animal.
  • Vocabulário comum de alimentosO cardápio e o formulário de visita precisam nomear o mesmo item da mesma forma, ou o cruzamento não fecha. É a decisão mais barata da lista e a que quebraria o laço inteiro.

Seção 4faixa negociável

Fase 1 Plus — o que cada incremento acrescenta

Incrementos sobre a mesma superfície, fora do escopo base, nomeados com o esforço que cada um representa. Servem para a conversa de dimensionamento acontecer com o custo à vista — e para que a decisão sobre o que entra e o que sai seja informada, item a item.

+1

Registro fotográfico e confirmação do produtor na visita

Evidência da visita no próprio aparelho. Acrescenta obrigação de armazenamento, de sincronização em rede ruim e de base legal para imagem de pessoa e de propriedade.

Esforço baixo
+2

Relatório de visita e exportação da base

Documento por produtor para anexar a processo, e extração da base para planilha. O custo real é de governança: uma vez exportada, a base circula fora do controle de acesso — e ela contém dado pessoal de família em situação de vulnerabilidade.

Esforço baixoRequerpolítica de exportação
+3

Painel de cobertura por agente

Quantas visitas e quanto do território coberto, por quem. Tecnicamente simples e politicamente o mais delicado da lista: vira instrumento de avaliação de pessoas, e isso muda a relação do agente com o aplicativo — de quem depende a qualidade do dado.

Esforço baixo
+4

Perfis adicionais de leitura

Secretaria, conselho de alimentação escolar, direção de escola. Barato como tela e caro como relação: cada perfil traz sua expectativa de treinamento e de suporte.

Esforço médio
+5

Cadastro de organização produtiva

Cooperativa ou associação, com vínculo dos associados — porque a venda ao PNAE é majoritariamente coletiva. É o único da lista que não é incremento: muda o modelo de dados de "produtor" para "produtor e organização", e por isso precisa ser decidido antes de começar, não durante.

Esforço altoDecisãoantes do início

Seção 5limites declarados

A fronteira do sistema

Declarar o que não entra é o que torna crível o que entra. O agente é articulador da última milha: não é responsável legal nem intermediário financeiro — é isso que mantém a carga regulatória compatível com o porte do projeto.

  • Compra e venda — permanece no processo de aquisição existente
  • Pagamento e logística — o sistema nunca processa nem opera
  • Integração com a plataforma federal de compras
  • Acesso do ente e da escola além da nutricionista
  • Canal do produtor por aplicativo de mensagem
  • iOS — o campo opera em Android
  • Inteligência territorial preditiva
  • Qualquer camada de IA — sem exceção nesta fase

Uma precisão que evita cobrança futura. A plataforma mostra quanto da necessidade da escola o território tem condição de suprir — não o indicador legal de percentual de compra. Esse percentual se calcula sobre compra executada, dado que vive na prestação de contas do município, fora da nossa fronteira. O que a Fase 1 entrega é o indicador antecedente.

Seção 6antever e defender

Perguntas previsíveis

Por que não fazer tudo em página web, que serve para qualquer aparelho?

É o que fazemos — onde cada tecnologia ganha. O agente passa horas sem sinal e precisa de localização e armazenamento local confiáveis durante o dia inteiro: aí o aplicativo nativo não tem substituto. A nutricionista trabalha em mesa, com conectividade e uso episódico: aí a web responsiva é a escolha certa, e ela se instala no celular como aplicativo se a usuária quiser, sem custo adicional. Não estamos construindo dois aplicativos nativos — que é justamente o custo que a alternativa quer evitar.

Isso não se sobrepõe à digitalização da caderneta dos agentes, proposta em outra frente?

Não disputamos: absorvemos. O formulário de visita incorpora os campos da caderneta e a substitui, com uma diferença que importa — periodicidade sensível à alteração de produção. A caderneta registra um retrato; a perda de safra e a mudança de cultivo acontecem entre os retratos. A etapa E1 existe para ler o instrumento atual e alinhar os dois.

Como garantir que isto não vira mais um aplicativo abandonado?

A causa da descontinuidade é contratual antes de técnica. Aqui o executor é universidade pública federal, o software é aberto e registrado, e a transferência à TI da Embrapa com capacitação é entregável da E5. Some-se o desenho de adoção: o sistema converte um trabalho que o agente já faz em dado, em vez de criar trabalho novo, e devolve a ele informação que torna a visita mais útil para a família. Aplicativo abandonado é aplicativo que pede esforço sem devolver nada.

Seção 7horizonte, não compromisso

Para onde isto pode escalar

Direções que a mesma base destrava, sem valores e sem prazos — material para a conversa de escopo posterior a 19/08, não parte da proposta atual. O que as une é o retorno crescente sobre o mesmo investimento de campo: cadastra-se uma vez, aproveita-se muitas.

Figura 3 — A tecnologia executa em seis meses; o TED tem trinta e seis. Boa parte do horizonte é ocupação de janela já contratada, não financiamento novo.
Direção 1O ciclo em escala

O que a Fase 1 faz num território, estendido à rede — com a demanda escolar estruturada em toda a malha e o produtor recebendo a lacuna diretamente.

  • demanda escolar em rede
  • acesso do ente e da escola
  • canal do produtor
  • apoio ao projeto de venda
  • migração agente → produtor
Direção 2Mais compradores

O cadastro é agnóstico ao comprador: a mesma oferta que qualifica um produtor para a alimentação escolar qualifica-o, sem retrabalho, para outros compradores públicos do território.

  • compra institucional além do PNAE
  • âncora hospitalar
  • consórcio intermunicipal
  • integração com o match federal
Direção 3Barreiras de acesso

O produtor não vende ao Estado por barreiras documentais e sanitárias, não por falta de vontade — e a informação para atacá-las já é coletada na visita.

  • regularização sanitária
  • certificação orgânica
Direção 4Inteligência territorial

Depende de série histórica que só a operação produz. Onde a demanda não encontra oferta local — o produto que orienta onde colocar ATER, semente, água e crédito.

  • painel de vazio de oferta
  • planejamento produtivo
  • apoio ao agente em campo
Direção 5Permanência e evidência

O que transforma um piloto em infraestrutura pública — e o que sustenta pedido de escala diante de qualquer financiador.

  • adesão de outros entes
  • avaliação de impacto
  • produção acadêmica e dado aberto

Seção 8destrava o preenchimento

O que falta responder

O escopo está definido nas seções 1 a 5. Estas respostas faltam para convertê-lo em linhas de despesa.

A descrição da Meta 3 na matriz precisa ser reescrita para este escopo?

O texto atual da meta descreve as três fases — canal por mensagem com inteligência artificial, portas de entrada em paridade e motor de recomendação. Orçar contra essa descrição promete mais do que o valor compra. A reescrita é pré-condição do preenchimento.

O restaurante e o hospital universitários entram como compradores reais?

Como validação da solução, o custo é baixo. Como compradores de verdade — demanda estruturada, ciclo próprio e venda provavelmente coletiva — muda o dimensionamento da E4 e antecipa a decisão sobre cadastro de organização produtiva.

Quem solicita a credencial de acesso à base federal de aptidão?

A consulta é restrita a órgãos da administração direta, autárquica e fundacional. A universidade federal é autarquia e plausivelmente elegível; empresa pública não figura no rol. É pré-requisito da E2.

Onde a plataforma será hospedada, e sob qual domínio?

A Embrapa mantém domínio institucional de ATER digital e incentiva ferramentas que o alimentem. A decisão entre esse ambiente, nuvem contratada ou infraestrutura universitária afeta cronograma e custo de forma relevante, e envolve prazos que não controlamos.

Quando teremos acesso aos agentes e ao que já foi coletado?

As visitas já começaram. A E1 depende de conversar com os agentes em campo e de receber o material já coletado, em qualquer formato. Cada semana de atraso é dado de campo que se perde para o instrumento antigo.