Descoberta em campo
As visitas já começaram. Acompanhamos visitas em curso, lemos a caderneta que os agentes usam hoje, recolhemos o que já foi coletado em qualquer formato e ouvimos as nutricionistas do território-piloto.
Conecta PNAE · Embrapa Alimentos e Territórios | PDHC III | Equipe IC/UFAL
Proposta de escopo da Meta 3: um laço que fecha entre a produção da família e a demanda da escola, entregue em cinco blocos ao longo de seis meses, cada um entrando em operação real assim que fica pronto.
Seção 1o compromisso
A Meta 3 não entrega um cadastro para uso posterior. Entrega um laço que fecha: o agente registra a capacidade produtiva da família, a nutricionista enxerga o que o território produz, e a demanda da escola volta ao campo a tempo de virar plantio.
Campoagente de ATER
Plataformanutricionista · gestão
Volta ao campoo laço fecha aqui
Seção 2escopo contratado
Não há entrega única no fim. Cada bloco vai a campo assim que sai e é corrigido pelo uso real antes de o seguinte ser construído. As cinco entregas correspondem às cinco etapas da Meta 3 na matriz.
construção em operação real abertura e transferência
As visitas já começaram. Acompanhamos visitas em curso, lemos a caderneta que os agentes usam hoje, recolhemos o que já foi coletado em qualquer formato e ouvimos as nutricionistas do território-piloto.
O agente registra a família sem depender de sinal — a georreferência é a da propriedade, não a do ponto de internet — e a elegibilidade é verificada na base federal por integração, sem recadastramento. Em paralelo, a plataforma web entra no ar para a Embrapa e a equipe IC/UFAL acompanharem a coleta e extrair relatórios desde o primeiro dia de campo.
Perfil próprio na mesma plataforma, com três funções e nada além: consultar a oferta do território, subir o cardápio e receber o cruzamento. O cardápio entra por planilha-modelo fornecida pelo projeto, com formulário simples como alternativa — não por leitor genérico de qualquer arquivo.
O cruzamento entre demanda escolar e oferta mapeada gera o relatório de lacuna, e esse relatório desce para o aplicativo do agente. É a entrega que converte o projeto de levantamento em benefício direto: o agente chega à propriedade com a informação que o produtor quer.
A causa da descontinuidade é contratual antes de técnica: quando o contrato com a empresa privada acaba, o acesso ao código acaba junto. Aqui o executor é universidade pública federal e o ativo pertence ao Estado.
Seção 3a dependência
O módulo da nutricionista não tem o que mostrar enquanto os agentes não tiverem cadastrado. Essa ordem não é preferência de método: é condição física do laço. Dizê-la em voz alta é o que impede um compromisso que não se pode cumprir.
A base não é o produto — é o que torna o produto possível. O que se entrega é a roda girando; a base de oferta é a peça sem a qual ela não gira. Hoje ela não existe: não há registro da agricultura familiar do território com volume, janela de safra e georreferência.
Por isso a roda gira dentro da Fase 1 — no território-piloto, com agentes e nutricionistas reais — e não nos trinta territórios simultaneamente. O que se promete em seis meses é o laço operando e validado em uso, com a linha de base medida desde o primeiro dia para que o impacto seja demonstrável no ciclo seguinte.
A base já nasce desenhada para o que vem depois. São decisões de estrutura que custam quase nada agora e custariam migração de base inteira se ficassem para depois:
Seção 4faixa negociável
Incrementos sobre a mesma superfície, fora do escopo base, nomeados com o esforço que cada um representa. Servem para a conversa de dimensionamento acontecer com o custo à vista — e para que a decisão sobre o que entra e o que sai seja informada, item a item.
Evidência da visita no próprio aparelho. Acrescenta obrigação de armazenamento, de sincronização em rede ruim e de base legal para imagem de pessoa e de propriedade.
Documento por produtor para anexar a processo, e extração da base para planilha. O custo real é de governança: uma vez exportada, a base circula fora do controle de acesso — e ela contém dado pessoal de família em situação de vulnerabilidade.
Quantas visitas e quanto do território coberto, por quem. Tecnicamente simples e politicamente o mais delicado da lista: vira instrumento de avaliação de pessoas, e isso muda a relação do agente com o aplicativo — de quem depende a qualidade do dado.
Secretaria, conselho de alimentação escolar, direção de escola. Barato como tela e caro como relação: cada perfil traz sua expectativa de treinamento e de suporte.
Cooperativa ou associação, com vínculo dos associados — porque a venda ao PNAE é majoritariamente coletiva. É o único da lista que não é incremento: muda o modelo de dados de "produtor" para "produtor e organização", e por isso precisa ser decidido antes de começar, não durante.
Seção 5limites declarados
Declarar o que não entra é o que torna crível o que entra. O agente é articulador da última milha: não é responsável legal nem intermediário financeiro — é isso que mantém a carga regulatória compatível com o porte do projeto.
Uma precisão que evita cobrança futura. A plataforma mostra quanto da necessidade da escola o território tem condição de suprir — não o indicador legal de percentual de compra. Esse percentual se calcula sobre compra executada, dado que vive na prestação de contas do município, fora da nossa fronteira. O que a Fase 1 entrega é o indicador antecedente.
Seção 6antever e defender
É o que fazemos — onde cada tecnologia ganha. O agente passa horas sem sinal e precisa de localização e armazenamento local confiáveis durante o dia inteiro: aí o aplicativo nativo não tem substituto. A nutricionista trabalha em mesa, com conectividade e uso episódico: aí a web responsiva é a escolha certa, e ela se instala no celular como aplicativo se a usuária quiser, sem custo adicional. Não estamos construindo dois aplicativos nativos — que é justamente o custo que a alternativa quer evitar.
Não disputamos: absorvemos. O formulário de visita incorpora os campos da caderneta e a substitui, com uma diferença que importa — periodicidade sensível à alteração de produção. A caderneta registra um retrato; a perda de safra e a mudança de cultivo acontecem entre os retratos. A etapa E1 existe para ler o instrumento atual e alinhar os dois.
A causa da descontinuidade é contratual antes de técnica. Aqui o executor é universidade pública federal, o software é aberto e registrado, e a transferência à TI da Embrapa com capacitação é entregável da E5. Some-se o desenho de adoção: o sistema converte um trabalho que o agente já faz em dado, em vez de criar trabalho novo, e devolve a ele informação que torna a visita mais útil para a família. Aplicativo abandonado é aplicativo que pede esforço sem devolver nada.
Seção 7horizonte, não compromisso
Direções que a mesma base destrava, sem valores e sem prazos — material para a conversa de escopo posterior a 19/08, não parte da proposta atual. O que as une é o retorno crescente sobre o mesmo investimento de campo: cadastra-se uma vez, aproveita-se muitas.
Meta 3 — esta propostameses 1–6
O laço, em cinco entregas incrementais, validado em operação real.
Ainda dentro deste TEDmeses 7–36
Trinta meses de janela restante — espaço para escalar o laço sem depender de edição futura do programa.
Exige outro instrumentoalém do TED
O que depende de série histórica que só a operação continuada produz.
O que a Fase 1 faz num território, estendido à rede — com a demanda escolar estruturada em toda a malha e o produtor recebendo a lacuna diretamente.
O cadastro é agnóstico ao comprador: a mesma oferta que qualifica um produtor para a alimentação escolar qualifica-o, sem retrabalho, para outros compradores públicos do território.
O produtor não vende ao Estado por barreiras documentais e sanitárias, não por falta de vontade — e a informação para atacá-las já é coletada na visita.
Depende de série histórica que só a operação produz. Onde a demanda não encontra oferta local — o produto que orienta onde colocar ATER, semente, água e crédito.
O que transforma um piloto em infraestrutura pública — e o que sustenta pedido de escala diante de qualquer financiador.
Seção 8destrava o preenchimento
O escopo está definido nas seções 1 a 5. Estas respostas faltam para convertê-lo em linhas de despesa.
O texto atual da meta descreve as três fases — canal por mensagem com inteligência artificial, portas de entrada em paridade e motor de recomendação. Orçar contra essa descrição promete mais do que o valor compra. A reescrita é pré-condição do preenchimento.
Como validação da solução, o custo é baixo. Como compradores de verdade — demanda estruturada, ciclo próprio e venda provavelmente coletiva — muda o dimensionamento da E4 e antecipa a decisão sobre cadastro de organização produtiva.
A consulta é restrita a órgãos da administração direta, autárquica e fundacional. A universidade federal é autarquia e plausivelmente elegível; empresa pública não figura no rol. É pré-requisito da E2.
A Embrapa mantém domínio institucional de ATER digital e incentiva ferramentas que o alimentem. A decisão entre esse ambiente, nuvem contratada ou infraestrutura universitária afeta cronograma e custo de forma relevante, e envolve prazos que não controlamos.
As visitas já começaram. A E1 depende de conversar com os agentes em campo e de receber o material já coletado, em qualquer formato. Cada semana de atraso é dado de campo que se perde para o instrumento antigo.