Conecta PNAE · Embrapa Alimentos e Territórios  |  PDHC III  |  Equipe IC/UFAL

A Fase 1 é a base. O horizonte é o que ela sustenta.

Este documento tem duas partes. A primeira detalha o escopo da Meta 3 — a Fase 1, integralmente dentro dos R$ 600 mil, com o que fica dentro e o que fica fora. A segunda apresenta o horizonte 2026–2030: o que a mesma base de dados destrava, para que a coordenação conheça a extensão do que a equipe pode propor e entregar. Nada do horizonte está orçado aqui, e a decisão sobre o que entra será tomada em conjunto com a Embrapa após a apresentação ao MDA.

Parte 1
Meta 3 — Fase 1, R$ 600 mil, e MVP Plus
Parte 2
Horizonte — 17 entregas em 5 camadas
Finalidade
Alinhamento interno de escopo e capacidade
Decisão de entrada
Com a Embrapa, após 19/08

Parte 1 · Seção 1o que está contratado

Meta 3 — a Fase 1, dentro dos R$ 600 mil

A Fase 1 é a Meta 3 do TED, e os R$ 600 mil são integralmente dela. As cinco entregas abaixo são o que esse valor compra — nada além delas está prometido nesta fase.

Uma superfície feita muito bem, em vez de três pela metade. O usuário primário é o agente de ATER; o produtor é beneficiário assistido e a escola, nesta fase, é fonte de demanda — não usuária.

Figura 1 — Acumulação de valor sobre a mesma base de campo. Cada camada extrai mais valor do mesmo investimento; nenhuma existe sem a base.
1.1

Aplicativo de campo Android, 100% offline

O agente visita a família sem depender de sinal e registra capacidade produtiva real: o que produz, quanto, em que janela de safra, com georreferência da propriedade e checklist documental. Os dados sobem ao voltar à área de cobertura — a georreferência é a da propriedade, não a do ponto de internet.

Entregaapp publicado em loja Validaadoção pelo agente em campo real
1.2

Verificação de CAF por API

A elegibilidade do produtor é consultada na base federal, sem recadastramento. É o que garante que a oferta cadastrada seja oferta qualificada, e não autodeclaração — e ancora o produto nos trilhos federais existentes em vez de criar cadastro paralelo.

Entregaintegração em produção Pré-requisitocredenciamento institucional de acesso
1.3

Web de gestão mínima

Painel multi-tenant com territórios, mapa de cobertura do cadastro e o indicador dos 45%. É por onde a coordenação enxerga o avanço do território — e o primeiro lugar em que a base de oferta vira leitura de gestão.

Entregaplataforma web multi-tenant Validaleitura territorial pelo gestor
1.4

Piloto em 1 território

Um município e cerca de três escolas, com treinamento dos agentes e operação assistida em campo. As idas a campo validam o aplicativo em uso real — descoberta, construção, piloto e consolidação, com protótipo validado por agentes reais, não em laboratório.

Entregapiloto operado e relatado Validaqualidade da base e primeiros ciclos articulados
1.5

Código aberto, registro no INPI e transferência à Embrapa

A causa da descontinuidade é contratual antes de técnica: quando o contrato com empresa privada acaba, o acesso ao código acaba junto. Aqui o executor é universidade pública federal, o software é aberto e registrado, e a transferência para a TI da Embrapa com capacitação é entregável, não promessa.

Entregaregistro + repositório + capacitação Validao ativo pertence ao Estado
Passo 1 PlanejamentoO agente organiza a rota de visitas no escritório, com o território e as famílias já carregados no aparelho.
Passo 2 Campo, sem sinalNa propriedade, registra capacidade produtiva real — o que produz, quanto, em que janela — com a georreferência do lugar e o checklist documental.
Passo 3 SincronizaçãoAo voltar à área de cobertura, os dados sobem. A coordenada gravada é a da propriedade, não a do ponto de internet.
Passo 4 Base de ofertaA capacidade produtiva do território vira dado estruturado e verificável — é isto que hoje não existe em lugar nenhum.
Passo 5 PainelA coordenação enxerga cobertura do cadastro por território e o indicador dos 45%.
Fase 2 Alerta e articulaçãoO cruzamento com a demanda da escola, o alerta ao agente e a agregação de volumes para a chamada pública entram na fase seguinte — dependem do lado da demanda, que a Fase 1 não constrói.
Figura 2 — O ciclo operacional da Meta 3. Os cinco primeiros passos estão dentro dos R$ 600 mil; o sexto marca onde a Fase 1 termina.

Seção 2por decisão, não por esquecimento

O que fica fora da Fase 1

Declarar o que não entra é o que torna o horizonte crível. Cada item abaixo aparece adiante, nas camadas, com o trilho pelo qual poderia ser financiado.

Fronteira do sistema. Orquestramos informação e pessoas — o rito legal e financeiro fica onde sempre esteve. O sistema nunca processa pagamento e não opera logística.

O agente é articulador da última milha: não é responsável legal nem intermediário financeiro. É isso que mantém a carga regulatória compatível com o porte do projeto.

  • iOS
  • Canal do produtor por WhatsApp
  • Acesso do ente e da escola
  • Interoperabilidade com o Contrata+Brasil
  • Camada de inteligência territorial
  • Qualquer camada de IA

Seção 3o que provavelmente vão pedir

MVP Plus — pedidos previsíveis e o que cada um puxa

Quando o aplicativo estiver em campo, alguns pedidos são quase certos. Nenhum deles está nos R$ 600 mil. Estão nomeados aqui para que a conversa aconteça com o custo à vista — antes da execução, e não no meio dela.

+1

Registro fotográfico da visita

Foto da propriedade, do plantio ou do produto anexada ao cadastro. É o pedido mais provável de todos — e o que mais estressa o offline-first: puxa armazenamento no aparelho, compressão local e sincronização pesada em rede fraca, exatamente onde o produto não pode falhar.

PorteM Puxastorage, compressão e custo de sync
+2

Confirmação do produtor na visita

Assinatura em tela ou código, comprovando que a visita ocorreu. Tecnicamente simples, mas a pergunta é o que essa confirmação significa juridicamente — e se virar foto ou biometria, entra tratamento de dado sensível. É decisão de LGPD antes de ser tela.

PorteP Puxavalor probatório e base legal
+3

Relatório de visita exportável

Documento por visita ou por produtor, para anexar a processo. Barato no aplicativo; o custo real é de manutenção — cria expectativa de modelo oficial, que passa a precisar de versionamento sempre que a norma mudar.

PorteP Puxaversionamento do modelo
+4

Exportação da base para planilha

O gestor vai querer cruzar com as ferramentas que já usa. O ponto sensível não é técnico: é o momento em que dado pessoal sai do sistema. Exige definir quem exporta o quê e registrar cada exportação.

PorteP Puxaperfil de acesso e trilha de auditoria
+5

Painel de cobertura por agente

Quantas visitas, quanto do território coberto, por quem. A coordenação pede assim que vê o painel. Tecnicamente barato — e politicamente o mais delicado dos sete: vira instrumento de avaliação de pessoas, e isso muda a relação do agente com o aplicativo, que é justamente de quem depende a qualidade do dado.

PorteP Puxaefeito sobre a adoção pelo agente
+6

Perfil de leitura para a coordenação

Login somente-leitura para quem coordena o programa — distinto do acesso do ente e da escola, que é Fase 2. Exige modelo de papéis com escopo por território, o que é justamente o tipo de decisão que sai barata se tomada no início.

PorteP Puxamodelo de papéis e escopo territorial
+7

Cadastro de organização produtiva

Cooperativa ou associação, com vínculo dos associados — porque a venda ao PNAE é majoritariamente coletiva, e a norma valida aptidão também no nível da organização. Este é o único dos sete que não é incremento: muda o modelo de dados de "produtor" para "produtor e organização".

PorteG Puxamudança no modelo de dados

Como ler esta seção. Os seis primeiros são incrementos sobre a superfície que a Fase 1 já entrega — cabem numa negociação de escopo ou num aditivo pequeno, sem reabrir a arquitetura. O sétimo não: ele muda o modelo de dados, e por isso é o único que preferimos decidir antes de começar, não durante.

Seção 4o que a Fase 1 precisa deixar pronto

Seis decisões baratas agora, estruturais depois

Nenhuma é funcionalidade da Fase 1. Todas são decisões de esquema de dados que, se não forem tomadas agora, custam migração de base inteira depois. É este o sentido operacional de conhecer o horizonte antes de construir a base.

  1. Campo de aptidão polimórfico. A norma aceita CAF válido, DAP ativa ou o que o Grupo Gestor definir. Nascer com um campo caf_numero exclui produtor e fecha porta futura.
  2. Atribuição de produção por pessoa dentro da unidade familiar. Sem isso, o indicador de gênero que o financiador cobra é irrecuperável depois — e a titularidade do CAF concentrada no homem invisibiliza a produção da mulher.
  3. Identidade e portabilidade de conta. É o que torna possível a migração agente → produtor, levantada pela própria coordenação.
  4. Validade do extrato do CAF como estado monitorável. A norma exige extrato emitido nos últimos 60 dias no projeto de venda. O gargalo é temporal, não cadastral.
  5. Status documental sanitário no formulário de visita. Um campo destrava a frente inteira de regularização.
  6. Janela de entrega e perecibilidade. A lei que elevou o piso para 45% também dispôs sobre prazo de validade dos gêneros — é onde a agricultura familiar mais perde contrato.
Fase 1 · Meta 32026–2027

Campo instrumentado — a base

Fase 22027–2028

Camadas 1, 2 e 4 — ciclo, compradores, barreiras

Fase 32028–2030

Camadas 3 e 5 — inteligência e permanência

Transversais T1–T3 — gênero, linha de base e dado aberto atravessam todo o período

Figura 3 — O horizonte se distribui em fases sucessivas ao longo de 2026–2030; apenas a Fase 1, dentro da Meta 3, está contratada.

Parte 2 · Camada 1depende da base rodando

O ciclo se fecha

Hoje a oferta não encontra a demanda porque a demanda não está estruturada. Esta camada fecha o outro lado.

1.1

Demanda escolar digitalizada — cardápio ↔ safra

A "via de mão dupla" que a coordenação levantou: o produtor precisa prever produção conforme o cardápio, e a nutricionista precisa saber o que o território produz. Tem âncora normativa com data — o cronograma de quadro de nutricionistas cobra 60% em 2027 e 100% em 2029, e não existe instrumento de acompanhamento para ele.

PorteG Trilhoaditivo / edição futura Origempedido da coordenação
1.2

Interoperabilidade com o Contrata+Brasil

A oferta qualificada em campo alimenta o match federal. Integra o trilho que o governo já construiu, em vez de competir com ele — o que também é a resposta pronta para "por que não usar a plataforma federal?".

PorteM TrilhoFase 2, condicionada a acordo Riscodepende de terceiro
1.3

Acesso do ente e da escola

Fecha o lado comprador, onde está a maior parte do gargalo: chamada pública mal formulada, pesquisa de preço frágil, habilitação e prazo de pagamento.

PorteM Trilhoaditivo
1.4

Assistente de chamada pública e projeto de venda

Gera edital e projeto de venda pré-preenchidos com a capacidade produtiva real do território, no lugar do mapa de preços feito de memória. Exige validação jurídica contínua — a manutenção normativa é o custo recorrente real desta frente, não a infraestrutura.

PorteG Trilhoaditivo / edital de gestão municipal Riscoresponsabilidade jurídica
1.5

Canal do produtor por WhatsApp

Entra com a moldura de risco explícita: no único piloto mundial comparável, apenas 4% dos fornecedores concluíram uma transação, contra 7% das escolas. O elo do produtor é o mais frágil — e é exatamente por isso que ele vem depois do agente de ATER, não antes.

PorteM Trilhoaditivo Riscoelo que quebrou no precedente
1.6

Migração agente → produtor

Pedido explícito da coordenação, com motivação de fixar o jovem no campo. Barato agora como modelo de identidade e posse do dado; caro depois como migração.

PorteP na Fase 1 · M como produto Trilhorequisito agora, produto na Fase 2 Origempedido da coordenação

Camada 2retorno crescente sobre o mesmo campo

A mesma base, mais compradores

O cadastro é agnóstico ao comprador. A mesma oferta que qualifica um produtor para o PNAE qualifica-o, sem retrabalho, para outros compradores públicos do território.

2.1

Compra institucional além do PNAE

Hospitais, quartéis, unidades penais, restaurantes universitários e populares têm piso legal de compra da agricultura familiar. E há aritmética por trás: cada comprador institucional adicional abre um teto novo por família, sem consumir o dos demais — é renda do agricultor, não conveniência de produto. O gancho é ainda melhor: a lei dispensa o piso quando não há oferta na região, ou seja, a invisibilidade da oferta é a válvula legal do descumprimento — e é ela que o produto remove.

PorteM Trilhoaditivo Base legalverificada em fonte primária
2.2

Âncora hospitalar no Semiárido

Há hospitais universitários federais dentro da região — inclusive o HUPAA, da própria UFAL, e o HU-Univasf em Petrolina. Piloto de custo de acesso quase zero, sem depender de acordo nacional para começar.

PorteP Trilhoaditivo A fazercruzar unidades × territórios
2.3

Consórcio intermunicipal como comprador agregado

Demanda somada de vários municípios contra a oferta territorial mapeada. É a rota realista de escala no Semiárido, onde município isolado não tem volume nem estrutura.

PorteM Trilhoata de registro de preços + adesão

Camada 3exige série histórica

A base vira inteligência

Só existe depois que a Fase 1 rodar. Dizer isso é o que torna o resto crível.

3.1

Painel de vazio de oferta territorial

Onde a demanda escolar do território não encontra oferta local — o produto que orienta onde colocar ATER, semente, água e crédito. Transforma cadastro em instrumento de política pública, e ancora numa meta que o TED atual já declara.

PorteM TrilhoMeta 1 do TED atual
3.2

Assistente de campo que funciona sem sinal

IA rodando no próprio aparelho, sobre a base local do app — não em nuvem. Offline-first é inegociável, e uma feature que exige conectividade constante repete o modo de falha do precedente. Explicitamente Fase 2/3, nunca na promessa da Fase 1.

PorteM Trilhoaditivo à meta do app Custo de inferênciazero — roda no dispositivo
3.3

Recomendação de planejamento produtivo

O que plantar para a merenda do ano seguinte, a partir da série histórica cruzada com a demanda escolar. Horizonte 2028–2030: depende de dado que a Fase 1 ainda não gerou, e prometer data aqui seria ficção.

PorteG Trilhoedição futura do PDHC Rótulohorizonte declarado

Camada 4campos novos no formulário existente

O produtor consegue vender

O produtor não vende ao Estado por barreiras documentais e sanitárias, não por falta de vontade. Estas duas atacam a barreira, não o sintoma.

4.1

Termômetro de regularização sanitária

Classifica cada produtor por situação sanitária durante a visita e devolve ao gestor um indicador inédito: quantos estão aptos e quantos estão barrados só por documento. A frente com a base empírica mais sólida de toda a varredura — e a própria lei do Selo Arte desenha a fiscalização como de natureza prioritariamente orientadora, que é literalmente o que o agente faz.

PorteP Trilhometa do app + aditivo Evidência7 de 7 números em fonte primária
4.2

Descoberta territorial de certificação orgânica

Aponta a organização de controle social mais próxima a quem já pratica agroecologia sem certificação — renda adicional sobre a mesma produção. Com a ressalva honesta: o acréscimo de preço é metodologia subsidiária de precificação, não prêmio automático, e o município pode legitimamente nunca acioná-lo.

PorteP Trilhometa do app A verificarcobertura de certificadoras no território

Camada 5resposta ao "e depois que acabar?"

O ativo permanece

A causa da descontinuidade é contratual antes de técnica. Aqui o executor é universidade pública federal, e o ativo pertence ao Estado.

5.1

Software público com adesão por consórcio

Publicado como software público, o município adota sem nova licitação de aquisição, e consórcios intermunicipais podem aderir a ata de registro de preços de outro ente. É o mecanismo que financia escalar, não construir — e a separação entre os dois precisa estar clara no material.

PorteP Trilhopós-projeto
5.2

Transferência à TI da Embrapa · INPI · código aberto

Já é compromisso da Fase 1; reaparece aqui porque é o que torna todas as camadas anteriores sustentáveis. Capacitação para evolução autônoma é entregável, não promessa.

PorteP Trilhojá na Fase 1
5.3

Replicação Sul-Sul

Existem canais reais de cooperação regional em alimentação escolar, e o Brasil ocupa posição de destaque neles. Entra sem número e sem promessa: os dados que circulavam sobre a escala desses canais não sobreviveram à verificação, e nenhuma reivindicação de ineditismo mundial deve ir a um financiador sem fonte aberta.

PorteM Trilhoinstitucional / diplomático Statuspossibilidade, não frente

Transversaisatravessam todas as camadas

Três coisas que não são camada — são condição

T1

Equidade de gênero instrumentada

Nas compras de família rural individual, no mínimo metade do valor deve ser adquirida em nome da mulher, comprovado por nota fiscal — obrigação legal vigente e mensurável. A plataforma precisa rastrear titularidade por gênero para o gestor conseguir comprovar conformidade. É requisito de esquema de dados, alinhado às metas desagregadas do próprio programa, e custa quase nada implementar.

PorteP Trilhorequisito da Fase 1 Base legalverificada em duas normas
T2

Linha de base e avaliação de impacto

Se a Fase 1 não coletar linha de base, a Fase 3 não terá contrafactual — e o projeto fica sem a única evidência que sustenta pedido de escala. Instrumentar o piloto converte "só 1 município, 3 escolas" de fragilidade em virtude metodológica, e entrega a resposta pronta para a pergunta mais previsível da sala.

PorteM TrilhoMeta 2 (desenho) + aditivo (execução)
T3

Produção acadêmica e dado aberto

Primeira caracterização georreferenciada de oferta da agricultura familiar cruzada com demanda escolar no Semiárido. Com o caminho crítico nomeado: anonimização e base legal não são detalhe de execução — microdado georreferenciado de agricultor exige decisão do controlador antes de qualquer publicação.

PorteM TrilhoMeta 2 + tempo de pesquisa Caminho críticoLGPD e controlador

Seção 11disciplina de escopo

Quatro coisas que descartamos, e por quê

Cada uma foi investigada e derrubada em fonte primária. Entram aqui porque o critério de descarte diz mais sobre a equipe do que a lista de entregas.

Copiloto agroclimático com recomendação de cultura

O Ministério da Agricultura já opera o zoneamento de risco climático e já distribui um app gratuito para o mesmo público. A API disponível cobre doze culturas de grão que não são a cesta que o PNAE compra no Semiárido. E a resolução do dado meteorológico é de célula regional — emitir alerta "para esta propriedade" seria tecnicamente indefensável, com a marca da Embrapa em cima.

Assistente de emissão de nota fiscal

Exigiria convênio com até dez secretarias estaduais de fazenda, cada uma com norma e calendário próprios. E na única unidade federativa que conseguimos verificar, quem emite a nota é o próprio produtor, não o agente — o que contradiz o modelo de operação do produto.

Reescrita de minuta de edital por IA

Chamada pública tem conteúdo mínimo obrigatório; uma minuta reescrita automaticamente pode produzir peça viciada e expor o município. Some-se que o dispositivo de fiscalização da lei de linguagem simples foi vetado — nem a urgência regulatória existe. Sobrevive, no máximo, como resumo explicativo ao lado da minuta intocada.

Cifras de tamanho do mercado institucional

Nenhum dos números que circulavam sobreviveu à verificação em fonte primária. O eixo é sólido no alicerce jurídico e vazio no dimensionamento — apresentá-lo como oportunidade fundamentada, com mercado a dimensionar, é defensável; apresentá-lo com cifras é convite a desmentido.

Seção 12o que precisamos da coordenação

Três respostas destravam o preenchimento da Meta 3

Estas não são decisões sobre o horizonte — essas ficam para depois do dia 19, com a Embrapa. São as três respostas necessárias para preencher a Meta 3 na matriz de forma assertiva.

Pergunta 1

O escopo da Meta 3 está confirmado como descrito na Seção 1?

A descrição da Meta 3 na matriz atual ainda contempla as três fases — WhatsApp, portas de entrada em paridade e motor de recomendação. Se os R$ 600 mil forem orçados contra essa descrição, prometemos mais do que o valor compra. Sugerimos reescrevê-la para o escopo da Seção 1, com o restante nomeado como fases seguintes.

Pergunta 2

As etapas da Meta 3 devem espelhar as cinco entregas da Seção 1?

A planilha reserva cinco linhas de etapa para a Meta 3, hoje sem descrição. O caminho mais limpo é que cada etapa corresponda a uma entrega — app de campo, verificação de CAF, web de gestão, piloto e abertura/transferência —, com os elementos de despesa distribuídos entre elas. Confirmando essa estrutura, preenchemos direto.

Pergunta 3

Qual a duração do TED?

As bolsas nas outras metas aparecem com quantidade 36, o que sugere 36 meses. A duração muda como as etapas da Meta 3 se distribuem no tempo e quanto da equipe entra por bolsa — é o parâmetro que falta para dimensionar as linhas de despesa.